Quando eu vim para a Irlanda vim disposto a tudo. Até sair do meu Brasil praticamente com a cara e a coragem como dizem por aí. Eu contava apenas com o Daniel, meu filho radicado aqui há cerca de seis anos.

Evidentemente, eu estava ciente das dificuldades em todos os sentidos, a começar pela adaptação a uma casa tão distante e tão estranha.

Toda a documentação em ordem era o que me confortava, arrumei a mala joguei nela um pouco de preocupação misturada a saudade antecipada dos meus e tchau. Recepção melhor impossível, do Daniel.  A familiarização com a nova gente era questão de tempo, este foi passando e eu cultivando essa bendita amizade.

Inicialmente caminhada pelos lindos bosques da cidade isoladamente próximos de casa. Depois, mesmo sem entender um bom dia, boa tarde para os que passavam para inglês ver. O famoso Good Morning Good afternoon e logo corria com medo de alguém puxar conversa, afinal fora isso só sabia de hot dog e i love you.

Vencidas algumas barreiras, eis que hoje trabalho numa multinacional irlandesa ocupando um cargo que exige um pouco de conhecimento do inglês. Colegas me dão sempre uma espécie de aula em determinado período do expediente e eu já me entusiasmo.

Mas um conselho: Quem chega aqui com promessa de emprego, necessariamente precisa preencher o currículo em inglês, ainda que se valendo tem um amigo coisa assim e deixe o tempo correr. Tudo dará certo.

O importante é passar na prática naquilo que se propõe a fazer na empresa. Uma equipe dá aos novatos todas as condições de assegurar o emprego eu conto algo mais no YouTube.

Sem inglês? Calma!